out 24 2014

Capes financia estudo de tecnologias assistivas; F123 recebe pesquisadores


código binário

Ilustração azul mostra código binário, com os números 0 e 1, usado em computação

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) cadastra propostas de projetos de pesquisa em tecnologia assistiva até 6 de novembro.

A chamada visa fomentar a cooperação entre instituições civis para a implementação de projetos voltados ao ensino, à pós-graduação e ao desenvolvimento de projetos de pesquisas científicas e tecnológicas e à formação de profissionais nessa área.

Para participar, os profissionais devem estar vinculados a instituições de ensino superior.

Entre as áreas temáticas contempladas pelo programa estão estudos sobre auxílios que favoreçam o desempenho autônomo e independente em tarefas rotineiras; estudos sobre recursos de acessibilidade ao computador, idealizados para tornar o computador acessível a diferentes perfis de usuário; e estudos sobre recursos que ampliam a informação a pessoas com baixa visão ou cegas.

São financiáveis bolsas de mestrado, doutorado e mestrado-sanduíche, passagens aéreas, diárias, auxílio moradia (para doutorado-sanduíche) e material necessário para o projeto, entre outros. No total, 15 projetos serão apoiados pela Capes.

Vencedor do Prêmio FINEP de Inovação 2013 categoria Tecnologia Assistiva, o F123 desenvolve projetos para pessoas cegas ou com baixa visão. “Estamos sempre em busca de projetos de pesquisa para desenvolver novas tecnologias assistivas baseadas em software livre ou melhorar aquelas já existentes”, diz Fernando Botelho, um dos fundadores.

O F123 está aberto para receber bolsistas interessados em tecnologia assistiva baseada em software livre, incluindo sintetizadores de voz (MaryTTS e eSpeak), ampliação de tela, teclados virtuais, tecnologias de videoconferência como WebRTC, reconhecimento de voz, acessibilidade web, HTML e Javascript aplicados à matemática acessível, acessibilidade no estudo a distância, e todo tema relacionado à educação inclusiva.

Por QSocial


out 22 2014

F123 é finalista de prêmio internacional


Fernando Botelho em jardim de Curitiba (PR)

Fernando Botelho em jardim de Curitiba (PR)

O F123 é finalista do Continuity Forum, um evento da abc* Foundation para líderes que implementam soluções sustentáveis e replicáveis para grandes problemas. Três empreendedores sociais, entre os 23 selecionados de toda a América, vão receber aporte, consultoria e suportes de mídia e marketing por dois anos.

A proposta da fundação é maximizar o impacto social dessas organizações.

O evento será realizado nos dias 13 e 14 de novembro em Miami, nos Estados Unidos, e terá apresentação de empreendedores sociais. Fernando Botelho, cocriador do F123, terá a missão de explicar o software e como ele colabora para a inclusão.

O F123 melhora as perspectivas educacionais e de emprego de pessoas cegas ou com baixa visão por meio de um software de alto desempenho e baixo custo, treinamento e suporte técnico. Por meio de uma tecnologia acessível, o F123 permite que essas pessoas estudem, trabalhem e, consequentemente, saiam da linha da pobreza.

Por QSocial 


out 15 2014

O treinamento de um Homem de Ferro mirim


O garoto Rayden Kahae, o Bubba, ficou muito empolgado quando, no começo de setembro, recebeu um pacote. Nele, havia nada mais nada menos do que uma prótese de mão do Homem de Ferro!

Rayden Kanahae posa na sala de sua casa com sua prótese de Homem de Ferro

Rayden Kanahae posa na sala de sua casa com sua prótese de Homem de Ferro

Rayden tem 3 anos, mora no Havaí, e nasceu com uma deficiência física provocada pela Síndrome da Banda Amniótica, que impediu o desenvolvimento total de seus dedos da mão direita.

Ele talvez nunca tivesse uma prótese que pudesse ajudá-lo, já que os modelos custam caro, e sua família é carente. Mas a união entre a tecnologia 3D e uma organização, a E-Nabling The Future, fizeram com que ele se tornasse conhecido em várias partes do mundo como o garoto com a mão do Homem de Ferro.

Além desse modelo, há próteses em formato de garras do Wolverine e estão em estudo as do Batman e do Capitão América.

A alegria ao receber o presente da E-Nabling The Future, porém, foi substituída pela frustração: como não estava acostumado a usar as duas mãos, nem sempre a sua superprótese obedecia perfeitamente.

“Foi difícil, porque ele não estava acostumado a usar os músculos de seu braço direito. Ele também ficou frustrado porque certas coisas que tentava pegar escorregavam de sua mão”, conta a mãe, Rayven, em depoimento encaminhado à organização.

Foi aí que entrou em campo uma terapeuta ocupacional. A curiosidade da profissional em conhecer o garoto e sua mão de super-herói impressa em 3D era tanta que Rayden ganhou o atendimento.

Com seu apoio, Rayden tem feito exercícios para fortalecer sua musculatura há um mês e, em breve, poderá dominar totalmente sua mão auxiliar.

“Ele está aprendendo a usar melhor a prótese, e os músculos têm se fortalecido. Ele vai usá-la para andar de bicicleta, jogar bola, segurar seu copo e até ajudar a servir bebidas para nós”, torce a mãe.

A E-Nabling é formada por engenheiros, designers e pensadores voluntários que se juntaram para projetar próteses de mãos impressas em 3D.

Por QSocial

 

 

 


out 14 2014

169 mil estudantes terão atendimento especial no Enem


Jovens estudam reunidos em biblioteca, cercados por estantes de livros

Jovens estudam reunidos em biblioteca, cercados por estantes de livros; crédito EBC

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) está se aproximando e, com isso, aumenta a ansiedade de quem vai prestá-lo.
Mais de 8,7 milhões de estudantes vão participar do exame, que acontece nos dias 8 e 9 de novembro.

Para que a preocupação fique mais restrita aos conhecimentos exigidos pela prova, e não diluída entre problemas com relação à acessibilidade, o Ministério da Educação informa que será oferecido atendimento especial a 169 mil estudantes.

Desses, 76.676 receberão atendimento especializado, oferecido àqueles com baixa visão, cegueira, deficiência física, intelectual, auditiva, surdez, surdo-cegueira, déficit de atenção, autismo, discalculia (dificuldade de calcular) ou outra condição especial. Haverá salas de acesso facilitado, prova superampliada e auxílio para transcrição.

Outros 92.972 receberão atendimento específico, como gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar.

Por QSocial

 

 

 


out 07 2014

Fundadora da Adeva é homenageada


Sandra Maria de Sá Brito Maciel, uma das fundadoras da Adeva

Sandra Maria de Sá Brito Maciel, uma das fundadoras da Adeva

Uma das fundadoras da Adeva (Associação de Deficientes Visuais e Amigos), Sandra Maria de Sá Brito Maciel, que completaria hoje 68 anos, será homenageada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e pelo Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

Um vídeo que narra sua trajetória como uma das pioneiras do movimento em favor dos direitos das pessoas com deficiência, iniciado no Brasil em 1981, e uma exposição de fotos produzidas por alunos do curso de alfabetização visual da Adeva, ministrado pelo fotógrafo João Kulcsár, compõem a homenagem.

O evento, que é aberto ao público, acontece hoje (7), a partir das 19h, no Memorial da Inclusão, à rua Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10,  Barra Funda, São Paulo, SP. Mais informações: (11) 5212-3700.

Por QSocial

 


out 06 2014

Lego ajuda crianças cegas a sentir a arte


Observada atentamente por duas crianças, menina com deficiência visual toca sua interpretação da obra; na mesa, peças menores e coloridas no formato de cavalo

Observada atentamente por duas crianças, menina com deficiência visual toca sua interpretação da obra; na mesa, peças menores e coloridas no formato de cavalo

 

Numa experiência inovadora e premiada, a Lego proporcionou para um grupo de crianças a experiência de sentir a arte.

Primeiro, educadores descreveram a pintura “O Cavalo Azul”, do expressionista Franz Marc (1880-1916), passando pincéis para crianças com deficiência visual.

Lápis criado por Lukas, de 7 anos

Lápis criado por Lukas, de 7 anos

Depois, elas foram convidadas a interpretar a obra usando as peças de montar. Para finalizar, as crianças cegas descreveram suas criações para crianças que enxergam. Assim, uma pode entrar em contato com o mundo da outra e estimular a imaginação.

Quando perguntado sobre a torre que construiu, Lukas, de 7 anos, respondeu: “Não é uma torre, é o lápis que Franz Marc usou para desenhar a foto!”.

A ação, que foi realizada durante a reabertura do museu alemão Lenbachhaus, no ano passado, conquistou o Leão de Prata 2014 no Festival de Publicidade de Cannes.

Por QSocial

 

 


out 01 2014

Roupa tecnológica ajuda cego a caminhar


Pessoa com deficiência visual, bombeiro, soldado e policial equipados com o colete Eyeronman

Pessoa com deficiência visual, bombeiro, soldado e policial equipados com o colete Eyeronman

A maioria das 285 milhões de pessoas com deficiência visual caminha com o auxílio da bengala inventada em 1921. Mas a empresa americana Tactile Navigation Tools quer deixá-las com as mãos livres para andar pelas ruas.

Para isso, está em desenvolvimento o Eyeronman, um colete repleto de sensores e emissores que detectam obstáculos até 360º em torno do usuário e os avisam por meio de feedback tátil.

Altamente tecnológica, a roupa é equipada com laser LiDAR, o mesmo utilizado por carros sem condutores para controlar a distância de outros veículos. Com isso, se o tecido detecta algo que possa representar um perigo, alerta o usuário sobre sua localização por meio de uma almofada vibratória. Se um obstáculo está na parte inferior esquerda do caminho do usuário, por exemplo, o tecido vibra na parte inferior esquerda.

Outras tecnologias empregadas no protótipo são o ultrassom, que utiliza o mesmo método dos morcegos para determinar a distância dos obstáculos, e a luz infravermelha, um tipo de radiação eletromagnética usado por jararacas para detectar presas ao sentir o calor do corpo.

Estudos mostram que pessoas com deficiência visual usam partes do cérebro normalmente utilizadas para a visão para processar a entrada auditiva, o que sugere fácil adaptação a novas conexões neurais. Assim, os pesquisadores acreditam que um cego poderia passar perto de uma mesa e senti-la por vibração.

O objetivo da empresa é comercializar o Eyeronman para soldados, policiais e bombeiros, que podem ter a visão limitada à noite ou pela fumaça de incêndio ou explosões.

Por QSocial


set 29 2014

SP ganha espaço de arte inclusiva


mais diferenças 1São Paulo vai ficar um pouco mais plural e inclusiva em 4 de outubro, quando a Oscip Mais Diferenças inaugura um espaço de artes com programação em diversas linguagens acessíveis e entrada gratuita.

O local vai abrigar filmes acessíveis para pessoas com deficiência visual e auditiva, exposições multissensoriais e shows.

O primeiro dia começa às 15h com a exposição “Múltiplo Comum”, uma reunião de obras de arte visuais, táteis e sonoras dos artistas Marcos Abranches, Paulo Bordhin, Rogério Ratão, Billy Saga, Costados e Tiago Marchesano. Ela fica em cartaz até o dia 10 de outubro.

Às 18h, o rapper Billy Saga se apresenta com os convidados Juliana Caldas e Tupã. Serão utilizados equipamentos que ampliam a vibração do som, transformando-a em sensações táteis; tradução simultânea para Libras (Língua Brasileira de Sinais); e audiodescrição para smartphones e tablets pelo aplicativo WhatsCine.

O longa-metragem “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, escolhido para representar o Brasil na seletiva do Oscar 2015, será exibido em 8 de outubro, às 19h30. A projeção contará com audiodescrição, subtitulação e janela de Libras desenvolvidos pela Mais Diferenças e transmitidos pelo WhatsCine.

mais diferenças 3“As características principais da iniciativa são uma produção artística pensada em um contexto inclusivo desde sua criação; a participação de artistas com deficiência; e a promoção da experimentação e do diálogo para construção de conhecimentos coletivos”, explica Tiago Marchesano, coordenador do Núcleo de Práticas Culturais Inclusivas da Mais Diferenças.

O espaço fica na rua Lisboa, 445, Cerqueira César, São Paulo, SP. Mais informações em (11) 3881-4610 e no site do Mais Diferenças.

Por QSocial

 

 


set 25 2014

Indiano cria relógio de pulso para deficiente visual sentir as horas


Deslizando o dedo indicador, usuário se aproxima do relógio de pulso para  sentir as horas com o toque

Deslizando o dedo indicador, usuário se aproxima do relógio de pulso para sentir as horas com o toque

 

Usando os pontos em relevo do sistema de escrita Braille, o indiano Nikhil Kapoor projetou o Ehsaas (sentir, em hindi), um relógio de pulso para pessoas com deficiência visual.

“É tudo sobre sentir os pontos em relevo, a fim de ler o tempo”, diz o designer, em seu portfólio no Behance.

Usando a tecnologia de polímero electroativo, um substrato de vidro rígido se sobrepõe a uma superfície de substrato de plástico, na qual os circuitos dos pixels criam os números em Braille.

Com isso, pinos se levantam para formar os números e informar que horas são. Deslizando os dedos, o deficiente visual sente as horas com o toque.

Por QSocial

 

 

 


set 22 2014

Educador usa sentidos para explicar física e ciências


Maquete com 7 linhas coloridas, que cruzam um triângulo (representando um prisma) e se transformam em linha branca; recurso é usado no ensino da dispersão da luz branca; crédito: Divulgação

Maquete com 7 linhas coloridas, que cruzam um triângulo (representando um prisma) e se transformam em linha branca; recurso é usado no ensino da dispersão da luz branca; crédito: Divulgação

Em algumas salas de aula, o ensino de física e de ciências não é mais composto apenas pelas explicações do professor e pelos gráficos e vetores desenhados na lousa. Há turmas que têm aprendido com maquetes, sons, sabores, texturas e aromas.

O responsável pela inovação é o educador Eder Pires de Camargo, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), que tem deficiência visual.

Explicações sobre trajetória da bola, dispersão da luz branca e ondas eletromagnéticas passam de conceitos para maquetes, por exemplo. O educador explica que “o trabalho com a diversidade sensorial e a multissensorialidade facilita a aprendizagem tanto de estudantes com deficiência visual quanto sem deficiência visual”.

Além de ampliarem a noção de observação de estudantes videntes, diz ele, “maquetes e experimentos são tratados por meio de mais de um canal de percepção, estudantes com deficiência visual têm possibilidades amplas de participação e acesso aos conteúdos trabalhados”.

Estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina foram alguns a testar a proposta: explicaram o disco de Newton sob diversos ângulos, a partir de um trabalho de Eder e outros especialistas. Os alunos de licenciatura primeiro descreveram o processo, depois usaram um disco que emitia sons. Também combinaram sucos, em uma experiência com o paladar, e usaram o modelo olfativo, com essências diferentes, para a explicação. O vídeo da turma está disponível aqui.

A abordagem da diversidade sensorial e da multissensorialidade combina percepções sintéticas e analíticas, “o que é central ao processo de aprendizagem significativa”. As sintéticas são visão e audição, que percebem do todo para o particular. Já a percepção tátil é analítica, que passa do particular para o todo.

“O ensino de ciências e física vem negligenciando este processo de observação e aprendizagem em relação a todos os estudantes  _tenham eles deficiência visual ou não”, resume o professor.

Legenda: Maquete com um jogador de futebol no canto esquerdo e duas linhas de metal arqueadas é usada para ensino de lançamento e trajetória da bola; crédito: Divulgação

Legenda: Maquete com um jogador de futebol no canto esquerdo e duas linhas de metal arqueadas é usada para ensino de lançamento e trajetória da bola; crédito: Divulgação

Eder começou a fazer investigações na área do ensino de física para alunos com deficiência visual em 1997. “Inicialmente, fiz pesquisas sobre como cegos interpretam fenômenos ligados à física como repouso e movimento, depois passei a investigar quais deveriam ser as características de atividades e materiais experimentais de física para ambientes que contemplassem alunos com deficiência visual.”

Legenda: Maquete com duas setas, ambas em forma de onda, sustentadas por uma base; recurso é usado para ensinar conceito de ondas eletromagnéticas; crédito: Divulgação

Legenda: Maquete com duas setas, ambas em forma de onda, sustentadas por uma base; recurso é usado para ensinar conceito de ondas eletromagnéticas; crédito: Divulgação

A partir daí, analisou como futuros professores de física se comportavam para elaborar e conduzir atividades de ensino de física em sala de aula que contivesse alunos com e sem deficiência visual. Desde 2008, ele ministra disciplinas na graduação e na pós na Unesp sobre maquetes e experimentos no ensino de física/ciências.

Hoje, pela política de educação inclusiva, alunos com deficiência visual aprendem conteúdos do currículo regular e contam com a sala de recurso multifuncional, para a aprendizagem de Braille, por exemplo. Para Eder, professor da sala regular e da multifuncional devem trabalhar em parceria.

Ele exemplifica: “O professor de sala regular de física vai trabalhar o conceito da refração da luz. Ele então entrega uma representação visual desse conceito ao docente de sala de recurso, que utiliza os materiais que tem, como barbante, isopor e tachinhas, para fazer a adaptação”.

Essa união de esforçõs, completa, possibilitará processos comunicativos entre professor e aluno com deficiência visual; professor e alunos videntes; e todos os alunos entre si.

Eder é autor de “Saberes Docentes para a Inclusão do Aluno com Deficiência Visual em Aulas de Física”, da Editora Unesp, que pode ser baixado gratuitamente aqui.

Por QSocial

 


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