set 29 2014

SP ganha espaço de arte inclusiva


mais diferenças 1São Paulo vai ficar um pouco mais plural e inclusiva em 4 de outubro, quando a Oscip Mais Diferenças inaugura um espaço de artes com programação em diversas linguagens acessíveis e entrada gratuita.

O local vai abrigar filmes acessíveis para pessoas com deficiência visual e auditiva, exposições multissensoriais e shows.

O primeiro dia começa às 15h com a exposição “Múltiplo Comum”, uma reunião de obras de arte visuais, táteis e sonoras dos artistas Marcos Abranches, Paulo Bordhin, Rogério Ratão, Billy Saga, Costados e Tiago Marchesano. Ela fica em cartaz até o dia 10 de outubro.

Às 18h, o rapper Billy Saga se apresenta com os convidados Juliana Caldas e Tupã. Serão utilizados equipamentos que ampliam a vibração do som, transformando-a em sensações táteis; tradução simultânea para Libras (Língua Brasileira de Sinais); e audiodescrição para smartphones e tablets pelo aplicativo WhatsCine.

O longa-metragem “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, escolhido para representar o Brasil na seletiva do Oscar 2015, será exibido em 8 de outubro, às 19h30. A projeção contará com audiodescrição, subtitulação e janela de Libras desenvolvidos pela Mais Diferenças e transmitidos pelo WhatsCine.

mais diferenças 3“As características principais da iniciativa são uma produção artística pensada em um contexto inclusivo desde sua criação; a participação de artistas com deficiência; e a promoção da experimentação e do diálogo para construção de conhecimentos coletivos”, explica Tiago Marchesano, coordenador do Núcleo de Práticas Culturais Inclusivas da Mais Diferenças.

O espaço fica na rua Lisboa, 445, Cerqueira César, São Paulo, SP. Mais informações em (11) 3881-4610 e no site do Mais Diferenças.

Por QSocial


set 25 2014

Indiano cria relógio de pulso para deficiente visual sentir as horas


Deslizando o dedo indicador, usuário se aproxima do relógio de pulso para  sentir as horas com o toque

Deslizando o dedo indicador, usuário se aproxima do relógio de pulso para sentir as horas com o toque

 

Usando os pontos em relevo do sistema de escrita Braille, o indiano Nikhil Kapoor projetou o Ehsaas (sentir, em hindi), um relógio de pulso para pessoas com deficiência visual.

“É tudo sobre sentir os pontos em relevo, a fim de ler o tempo”, diz o designer, em seu portfólio no Behance.

Usando a tecnologia de polímero electroativo, um substrato de vidro rígido se sobrepõe a uma superfície de substrato de plástico, na qual os circuitos dos pixels criam os números em Braille.

Com isso, pinos se levantam para formar os números e informar que horas são. Deslizando os dedos, o deficiente visual sente as horas com o toque.

Por QSocial


set 22 2014

Educador usa sentidos para explicar física e ciências


Maquete com 7 linhas coloridas, que cruzam um triângulo (representando um prisma) e se transformam em linha branca; recurso é usado no ensino da dispersão da luz branca; crédito: Divulgação

Maquete com 7 linhas coloridas, que cruzam um triângulo (representando um prisma) e se transformam em linha branca; recurso é usado no ensino da dispersão da luz branca; crédito: Divulgação

Em algumas salas de aula, o ensino de física e de ciências não é mais composto apenas pelas explicações do professor e pelos gráficos e vetores desenhados na lousa. Há turmas que têm aprendido com maquetes, sons, sabores, texturas e aromas.

O responsável pela inovação é o educador Eder Pires de Camargo, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), que tem deficiência visual.

Explicações sobre trajetória da bola, dispersão da luz branca e ondas eletromagnéticas passam de conceitos para maquetes, por exemplo. O educador explica que “o trabalho com a diversidade sensorial e a multissensorialidade facilita a aprendizagem tanto de estudantes com deficiência visual quanto sem deficiência visual”.

Além de ampliarem a noção de observação de estudantes videntes, diz ele, “maquetes e experimentos são tratados por meio de mais de um canal de percepção, estudantes com deficiência visual têm possibilidades amplas de participação e acesso aos conteúdos trabalhados”.

Estudantes do Instituto Federal de Santa Catarina foram alguns a testar a proposta: explicaram o disco de Newton sob diversos ângulos, a partir de um trabalho de Eder e outros especialistas. Os alunos de licenciatura primeiro descreveram o processo, depois usaram um disco que emitia sons. Também combinaram sucos, em uma experiência com o paladar, e usaram o modelo olfativo, com essências diferentes, para a explicação. O vídeo da turma está disponível aqui.

A abordagem da diversidade sensorial e da multissensorialidade combina percepções sintéticas e analíticas, “o que é central ao processo de aprendizagem significativa”. As sintéticas são visão e audição, que percebem do todo para o particular. Já a percepção tátil é analítica, que passa do particular para o todo.

“O ensino de ciências e física vem negligenciando este processo de observação e aprendizagem em relação a todos os estudantes  _tenham eles deficiência visual ou não”, resume o professor.

Legenda: Maquete com um jogador de futebol no canto esquerdo e duas linhas de metal arqueadas é usada para ensino de lançamento e trajetória da bola; crédito: Divulgação

Legenda: Maquete com um jogador de futebol no canto esquerdo e duas linhas de metal arqueadas é usada para ensino de lançamento e trajetória da bola; crédito: Divulgação

Eder começou a fazer investigações na área do ensino de física para alunos com deficiência visual em 1997. “Inicialmente, fiz pesquisas sobre como cegos interpretam fenômenos ligados à física como repouso e movimento, depois passei a investigar quais deveriam ser as características de atividades e materiais experimentais de física para ambientes que contemplassem alunos com deficiência visual.”

Legenda: Maquete com duas setas, ambas em forma de onda, sustentadas por uma base; recurso é usado para ensinar conceito de ondas eletromagnéticas; crédito: Divulgação

Legenda: Maquete com duas setas, ambas em forma de onda, sustentadas por uma base; recurso é usado para ensinar conceito de ondas eletromagnéticas; crédito: Divulgação

A partir daí, analisou como futuros professores de física se comportavam para elaborar e conduzir atividades de ensino de física em sala de aula que contivesse alunos com e sem deficiência visual. Desde 2008, ele ministra disciplinas na graduação e na pós na Unesp sobre maquetes e experimentos no ensino de física/ciências.

Hoje, pela política de educação inclusiva, alunos com deficiência visual aprendem conteúdos do currículo regular e contam com a sala de recurso multifuncional, para a aprendizagem de Braille, por exemplo. Para Eder, professor da sala regular e da multifuncional devem trabalhar em parceria.

Ele exemplifica: “O professor de sala regular de física vai trabalhar o conceito da refração da luz. Ele então entrega uma representação visual desse conceito ao docente de sala de recurso, que utiliza os materiais que tem, como barbante, isopor e tachinhas, para fazer a adaptação”.

Essa união de esforçõs, completa, possibilitará processos comunicativos entre professor e aluno com deficiência visual; professor e alunos videntes; e todos os alunos entre si.

Eder é autor de “Saberes Docentes para a Inclusão do Aluno com Deficiência Visual em Aulas de Física”, da Editora Unesp, que pode ser baixado gratuitamente aqui.

Por QSocial

 


set 18 2014

Cocriador do F123 fala sobre tecnologia assistiva na educação


Fernando Botelho está sentado em frente a uma escrivaninha e segura embalagem do  F123; crédito: ChangemakersO cofundador do F123 Fernando Botelho é destaque no Changemakers, portal global da Ashoka voltado a projetos que tenham impacto social positivo. Nesta série, são abordadas iniciativas de tecnologia da informação e da comunicação na área educacional.

Na reportagem, Botelho, que é cego, conta parte de sua trajetória escolar, sinalizando o poder transformador das tecnologias assistivas. Na faculdade, graças à ferramenta, conseguiu passar de um aluno bom para o 4º entre 904 estudantes, lembra ele.

Botelho aborda também a criação do F123, um programa para pessoas com deficiência visual que pode ser personalizado para qualquer computador. Elaborado com software livre, ele pode ser usado em escolas, no trabalho e para uso doméstico.

Leia a reportagem completa aqui.

Por QSocial


set 15 2014

F123 vai criar sistema de relacionamento com cliente


Imagem de um teclado com um headset, um conjunto de fone de ouvido com microfone acoplado

O F123 foi uma das 68 organizações contempladas no edital Tecnova, uma chamada pública aberta no ano passado para apoiar a inovação em micro e pequenas empresas do Paraná, uma iniciativa da Fundação Araucária.

A proposta, da categoria “Tecnologia da Informação e Comunicação”, é a de desenvolver o F123Access, um sistema de relacionamento com o cliente triplamente acessível, de acordo com Fernando Botelho, cofundador do negócio social.

“Em primeiro lugar, será totalmente adequado para pessoas cegas ou com baixa visão. Em segundo, acessível tecnologicamente e multiplataforma, pois ficará na nuvem. E, em terceiro, acessível sob o ponto de vista do custo, já que, além de ser um software livre, terá incorporado o sistema VOIP, para chamadas gratuitas ou de baixo custo feitas por meio do computador”, afirma.

O principal objetivo do projeto é o de criar um sistema intuitivo, seguro e prático para o usuário com deficiência visual, que facilitará a divulgação de material publicitário do micro ou pequeno empreendedor via redes sociais.

Por QSocial

 


set 08 2014

Site faz audiodescrição de vídeos do YouTube


 

Diego Oliveira olhando para os dizeres "Legenda Sonora - Entretenimento Audiodescrito"

Era o último dia da Campus Party. Cega, Sarah Marques foi convidada por um grupo para ir ao cinema assistir a “Star Wars”. “Achei que não ia curtir muito, mas, para minha surpresa, o cara que sentou ao meu lado começou a me descrever o filme e ler todas as legendas”, conta. “De uma forma objetiva, informativa, criativa e sincronizada, eu consegui assistir e entender o filme do começo ao fim.”

O cara em questão é , 25 anos, ex-ator de teatro e apaixonado por cinema. Ele nunca tinha tido contato com audiodescrição ou com pessoas com deficiência visual, mas, depois dessa experiência, começou a pesquisar sobre o tema, fez um curso e começou a trabalhar na ideia do Legenda Sonora. O site, que começou com filmes antigos, agora foca no YouTube, com uma média de três novas audiodescrições por semana e 1.000 acessos mensais.

“Nossa sociedade tem acesso a conteúdo audiovisual muito fácil, a um clique de distância, enquanto quem tem deficiência visual sempre fica condicionado a cinemas adaptados, em ocasiões especiais, com filmes predeterminados ou horários específicos na TV”, diz Diego. “Eu quero que eles tenham acesso ao mesmo conteúdo que nós temos e com a mesma independência, a um clique também.”

O segredo de uma boa audiodescrição, afirma, está na humanização do processo. “Identificar e trabalhar com o público-alvo de cada conteúdo, seja infantil, terror ou uma boa zoeira, por exemplo”, explica. “Existem algumas regras, mas não temo quebrá-las. Tem cenas que podem passar muito mais informação para o público se forem audiodescritas com diferentes entonações e emoção na medida certa. Leitores de tela já são robotizados, não acho que audiodescrição precisa seguir o mesmo caminho.”

Os cegos, avalia, são excluídos da cultura. “Levou mais de dez anos para a lei de audiodescrição na TV ser aprovada, com duas horas de conteúdo por semana em cada canal. O tempo está aumentando [hoje são 4h/semana], mas só porque uma lei obriga. São poucos os que trazem acessibilidade espontaneamente. Colocar audiodescrição na internet pode levar essa conscientização a um novo patamar”, acredita.

Confira a programação com audiodescrição na TV aberta aqui

Em exibições de filmes legendados, geralmente há mais de um profissional na audiodescrição, sendo uma voz para a leitura da legenda e outra para a audiodescrição em si. Como Diego trabalha sozinho no Legenda Sonora, o estéreo foi o caminho para melhorar a compreensão. E por isso ele recomenda assistir com fones de ouvido.

No site, o único filme não disponível na versão dublada é “Forest Gump”. “Star Wars” só está na versão dublada, e “Rocky” e “007”, tanto dubladas quanto legendadas.

Quando era apenas um protótipo, o Legenda Sonora ganhou o “Talent Show”, prêmio no festival youPIX. Atualmente, o site está participando do Social Good Brasil Lab, laboratório para projetos sociais envolvendo tecnologia. “Porém, até o momento, o processo todo é voluntário e não remunerado. Não acho que o público com deficiência visual deva pagar por um conteúdo que é distribuído gratuitamente no YouTube”, diz. “Essa preocupação deveria vir de quem faz os vídeos, pensar em tê-los acessíveis para todos, sem exceção.”

Por QSocial


set 04 2014

Aprovado projeto de cota para pessoas com deficiência se candidatarem em eleições


Foi aprovado nesta terça-feira (2), pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, projeto que reserva 5% do número de vagas de cada partido ou coligação, em eleições proporcionais, para pessoas com deficiência. Agora ele deve seguir para votação final na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Urna eletrônica; crédito Divulgação/TSEPedro Taques (PDT-MT), autor do projeto, argumenta que a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário, determina que seja assegurada a pessoas com deficiência a participação plena na vida política, por meio da candidatura e ocupação de cargos eletivos. Para ele, a aprovação da proposta fará com que ações relevantes para as pessoas com deficiência ganhem espaço na agenda política nacional.

“Vale aqui o mesmo argumento que fundamenta a reserva de candidaturas por sexo: a agenda relevante para pessoas com deficiência só ganhará espaço na agenda política nacional por meio da voz e das ações das próprias pessoas com deficiência, na condição de candidatos primeiro e de legisladores eleitos num segundo momento”, justifica.

Durante a reunião, a comissão decidiu realizar audiência pública, no dia 21 de setembro, para debater avanços e perspectivas com a instituição do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

A votação dos demais projetos que estavam na pauta, como o PLS 349/2012, que garante uma série de direitos a pessoas com deficiência visual em suas relações com bancos e operadoras de cartão de crédito, foi adiada.

Por QSocial, com informações da Agência Senado


set 01 2014

Aposentado cego quer correr 18 mil km pela neta


O americano David Kuhn, 62 anos, é um aposentado cego que, em abril, se impôs um desafio: correr 17.700 quilômetros pelos Estados Unidos. É como atravessar o Brasil quatro vezes, do Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul. Sua meta, além de chegar ao destino, é arrecadar fundos para a pesquisa da fibrose cística.

A neta de David, Kylie, hoje com 12 anos, nasceu com a doença hereditária, que provoca acúmulo de secreção no pulmão e no pâncreas, diminuindo a expectativa de vida para cerca de 30 anos. As doações vão para a Fundação da Fibrose Cística, mas não só: ele também diz que vai colaborar com a Fundação Combatendo a Cegueira e para pesquisas contra o câncer infantil.

Em maio, David atingiu a marca de 481 quilômetros. No fim de julho, já havia percorrido 10% de seu trajeto, ou 1.770 quilômetros.

“Eu tenho as pernas e a gana de fazer isso”, escreve ele em seu site. E acrescenta: “Ela pode atingir sua expectativa de vida antes que eu alcance a minha, e seus anos serão mais difíceis e dolorosos que os meus. Kylie e eu precisamos de você”.

Para completar sua missão, David conta com doadores. E, principalmente, com voluntários que sejam seus guias durante a viagem. Pelo caminho, ele conta com pessoas que possam correr ou andar a seu lado por 12,8 quilômetros por dia durante uma semana ou um mês.

A maratona deve levar 18 meses, de acordo com o planejamento de David. Em sua conta no Instagram, ele coloca fotos de quem o ajuda no percurso.

No dia 19 de agosto, o maratonista comemorou US$ 5.000 em doações. Sua meta é chegar a US$ 500 mil.

Por QSocial


ago 28 2014

Lançado app gratuito para quem tem deficiência navegar na web


Uma tecnologia assistiva inovadora que facilita a navegação na internet de pessoas com deficiência física e visual pode ser baixado a partir de hoje no site da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.

Desenvolvido para computadores pessoais, o aplicativo canadense Oessential Accessibility auxilia usuários com dificuldades de controlar o mouse, usar o teclado ou ler na tela. Na prática, funciona como um navegador com recursos de acessibilidade, como o que permite controlar o cursor com movimentos do rosto.

Uma vez feito o download em um computador, o app pode ser usado sem custo em qualquer outro site. O recurso poderá ser utilizado também nas salas de recursos multifuncionais que atendem alunos com deficiência da rede municipal de ensino.

Por QSocial


ago 25 2014

Projeto quer tornar impressão 3D acessível em livros infantis


 

Legenda: Um livro fechado com um laço e outro aberto, onde há um texto na página da esquerda em que se lê “Boa noite, relógio e boa noite, meias”; na página da direita, há as figuras em 3D de um relógio e de um par de meias; Crédito: Divulgação

Legenda: Um livro fechado com um laço e outro aberto, onde há um texto na página da esquerda em que se lê “Boa noite, relógio e boa noite, meias”; na página da direita, há as figuras em 3D de um relógio e de um par de meias; Crédito: Divulgação

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas e quem não pode vê-las? Foi pensando nisso que pesquisadores da Universidade do Colorado, nos EUA, recorreram à impressão 3D para proporcionar narrativas ilustradas a pequenos leitores com deficiência visual.

Legenda: No quarto, um coelho está deitado na cama e tem, de um lado, uma mesa com um abajur e mingau e, do outro, uma cômoda com telefone; sobre sua cabeça, um quadro com três ursos filhotes; a janela está aberta e há uma lua cheia; Crédito: Reprodução

Legenda: No quarto, um coelho está deitado na cama e tem, de um lado, uma mesa com um abajur e mingau e, do outro, uma cômoda com telefone; sobre sua cabeça, um quadro com três ursos filhotes; a janela está aberta e há uma lua cheia; Crédito: Reprodução

A história de um coelhinho enfiado debaixo das cobertas que diz boa noite a todos os objetos de seu quarto (“Boa Noite Lua”, de Margaret Wise Brown, com mais de 40 milhões de cópias vendidas no mundo todo) foi a primeira escolha do projeto Tactile Picture Books.Depois vieram outros clássicos infantis, como a do garotinho de quatro anos que tem o poder de desenhar seu próprio mundo (“Harold e o Lápis Roxo”, de Crocket Johnson) e a do desejo perpétuo de comida de um inseto até transformar-se numa borboleta (“A Lagarta Faminta”, de Eric Carle).

A ideia de imprimir livros com imagens táteis não é inédita, diz Tom Yeh, professor do departamento de ciência da computação. “O que é novo é fazer a impressão 3D mais acessível e interativa. Nosso objetivo é fazer com que pais, professores e simpatizantes de crianças com deficiência visual aprendam a usar impressoras e softwares 3D para fazer livros personalizados”, conta.

A equipe do professor Yeh trabalha agora na difícil combinação de algoritmos para chegar a uma escala adequada para transformar ilustrações 2D em 3D respeitando a capacidade cognitiva das crianças. Os testes estão sendo feitos em uma pré-escola de crianças com deficiência visual de Denver.

Até lá, Yeh convoca amadores que já possuem impressoras 3D a “doar suas mentes criativas e tempo para fazer algo que beneficie as crianças com deficiência visual”.

Por QSocial


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